Pessoal, pra quem ainda não sabe, o FotodaFoto mudou de endereço. Agora eu escrevo no wordpress, visite e inscreva-se para atualizações automáticas.
Nos encontramos lá :-)
20.9.09
Novo endereço
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16.2.09
Sobre caminhos e pedras

"No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra."
Carlos Drummond de Andrade
15.10.08
Boys Being Boys
Meu assunto favorito em fotografia são paisagens, todo mundo que me conhece sabe bem disso. Ainda assim, essa foi uma das minhas fotos favoritas da viagem que fiz em janeiro. Não por belas cores ou uma composição fora do normal, mas simplesmente pela mensagem da foto.
Quando vi essa cena, não consegui parar de rir por um tempo, enquanto pensava: "não tem idade, homem é tudo igual mesmo!"
"Boys Being Boys", 2008
Para ver a foto em tamanho maior, clique aqui.
Poderia escrever mais sobre a imagem, mas ela é bem auto explicativa. Não usei qualquer técnica diferente, apenas tirei a cor para valorizar a composição e cortei a parte de cima para eliminar distrações; afinal de contas, a mensagem da foto é bem simples e deve ser transmitida assim: simples como a cabeça de homem que, afinal de contas, é tudo igual! (*)
(*) os outros! Eu não, minha mãe sempre fala isso. ;)
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Marcos Moreira
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6.10.08
O Texto da Foto n˚ 2 - por Filipe Hagen
Já veio tarde! Demorou, mas segue aqui mais um resultado da parceria entre eu e o Hagen (http://www.hagenplatz.blogspot.com/), um escritor de mão cheia! Esperem por textos dele com mais frequência por aqui.
Pra quem não sabe, a parceria funciona assim: de vez em quando, ele me envia um texto que irá publicar e a gente encontra uma foto minha que encaixe com a mensagem dele. Eu não a crio depois do texto, apenas vou no meu banco de imagens. Ou seja, a minha é a parte fácil!
No caso de eu querer colocar uma imagem aqui com um texto dele, envio uma foto pra ele e falo: "te vira, negão!" Os textos não estão prontos de antemão, ele simplesmente olha pra foto, pensa por 14 segundos e cria uma pérola!
Ok, confesso que, a princípio, não parece muito justo, mas não contem pra ele, ele ainda não percebeu! ;)
Meu ponto de vista: o que me chamou a atenção foi o contraste interessante criado entre as enormes correntes, pesadas e até meio surradas, com a folha, que expressa total leveza. Pra enfatizar a mensagem, aumentei o contraste da foto e clareei a folha; dessa forma, ela é transmitida de forma mais clara, já que é reforçada não apenas pelos elementos gráficos, mas também pela própria relação de cores e contrastes da foto.
Para um ponto de vista anos luz mais poético, apresento-lhes "Prisioneiro":
"Prisioneiro", 2008
Prisioneiro
Passou por aqui um prisioneiro.
Escolheu ser cativo do mundo.
Abraçou o engano, que lhe atou os pés,
Roubou-lhe a perspectiva de céu.
Caminha em solidão.
Morre aos poucos em sequidão.
De seus grilhões pode se libertar.
Basta ouvir a sutil batida no coração
E não a negar.
Essa é palavra que renova a vida,
Esperança ecoada pela voz mansa
Que chama lá fora.
Deseja salvar.
Há muitos outros prisioneiros.
Por aqui hão de passar.
Dominados em suas correntes,
Quem a Verdade lhes soprará?
Filipe Hagen E. da Silva – em 26 de Março de 2008
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Marcadores: correntes, Filipe Hagen, folha, hagenplatz, prisioneiro
1.10.08
Acabaram as férias...
Boa noite a todos!
É impressionante como as férias passam rápido, os últimos 15 dias voaram! De volta a Brasília, é hora de escrever de novo por aqui. Hoje, me limitarei a dizer apenas que esses dias foram excelentes (praia sempre é!) e, entre outras atividades que fiz, possibilitaram ótimas oportunidades fotográficas. Como de costume, postarei algumas imagens aqui, junto com as costumeiras estórias.
Por hoje, apenas darei algumas dicas de onde estive nos últimos dias para, digamos, incentivá-los a aproveitarem suas férias, quando elas vierem. Onde quer que sejam - a milhares de quilômetros de distância ou mesmo em suas próprias casas - aproveitem! Marcel Proust uma vez disse: "A verdadeira viagem da descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos".
Same Eyes, Different Looks... hum, já li isso em algum lugar... ;)
Enfim, onde eu fui tinha cactus...
Ok, essa dica não foi muito justa, mas serve, no mínimo, pra ilustrar a variedade do local.
Também tinha praia:
Melhorou, mas ainda está meio genérico. Rio de Janeiro, talvez? Convenhamos que o morro ao fundo lembra o Pão-de-açúcar. Mas não era lá.
Outra dica: tinha um pôr-do-sol maravilhoso!
E com essa dica eu reduzi bastante as possibilidades: em quantos lugares no Brasil o sol se põe no mar, você sabe?? Que eu tenha conhecimento, dois. Jericoacoara é um deles e eu não fui pra Jericoacoara, então só sobra...
"Dois Irmãos", 2008
Já deu pra descobrir, né? Essa foto é mais clichê que "você vem sempre aqui?"... :)
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6.9.08
Cenas engraçadas n. 4
Na verdade, nem sei se isso é uma cena engraçada, mas é inusitada, no mínimo!
Caminhava eu tranquilamente por uma rua movimentada, fotografando, procurando o bom e velho Starbucks, quando de repente...
"Intrusos", 2008
Peraí, um cisne?! Não era exatamente o que eu esperaria encontrar num lugar como esse. Não estávamos perto de um parque, zoológico, nada parecido: era apenas um cisne se aventurando pelas ruas - repito, movimentadas - de uma cidade grande. E não fui apenas eu quem ficou curioso, muito pelo contrário. No tempo em que estive observando, dezenas de pessoas paravam, tiravam fotos e até alimentavam o bichano!

E ele parecia bastante tranquilo, sem sinais de stress ou medo (falou O biólogo especialista em comportamento animal, né...); provavelmente, deve ter gostado de toda aquela adulação. :)
Diante dessa cena, imagino que ele devia estar pensando: "quem são todos esses seres esquisitos em volta de mim, me incomodando?!"
É, meus amigos... estranhos somos nós!
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19.8.08
Balanço de Branco
Pelo que tenho percebido, pouca gente é familiar com esse termo; entre os que já ouviram falar, muitos não sabem o que significa ou mesmo como alcançar um balanço de branco adequado. Pois bem, saibam que essa é uma das variáveis mais importantes na realização de uma imagem. Nesse artigo, tentarei esclarecer brevemente o que significa e como acertar da melhor maneira possível o balanço de branco de sua câmera.
O acerto do Balanço de Branco é essencial para o resultado da imagem.
As diversas fontes de luz possuem diferentes colorações: a maioria não é, de fato, branca. Nossos olhos normalmente interpretam essa cor e se ajustam automaticamente, de forma que sabemos definir sem muito esforço o que é branco em uma cena, seja ela iluminada pela luz do sol, por uma lâmpada fluorescente, incandescente, etc. Ao definirmos “isso é branco”, automaticamente ajustamos todas as cores da cena a partir daquele padrão. Em poucas palavras, balanço de branco é esse ajuste de cores em uma cena a partir de uma referência neutra, no caso, branco.
Como disse, nossos olhos fazem esse ajuste quase instantaneamente, o que significa dizer que eles possuem um Balanço de Branco Automático. Por acaso, a sua câmera digital (no caso dos negativos, a história é diferente, já que o rolo de filme já vem com um ajuste de cor predefinido que só pode ser adaptado com filtros externos) também possui um balanço de branco automático (como a maioria absoluta das câmeras opera em inglês, passarei a adotar o termo White Balance), ou AWB (Automatic White Balance). Ou seja, ela “enxerga” uma determinada cena e tenta “adivinhar” o que é branco, tomando esse ponto como referência para definir todas as outras cores (claro que “adivinhar” é um termo bem leigo, já que as câmeras possuem algoritmos sofisticados para interpretar o que é branco em uma cena, mas para fins didáticos, é a melhor expressão que pude encontrar).
Normalmente, a câmera tem um nível de acerto bastante bom. Mas algumas cenas são mais dificilmente interpretadas, como ambientes com luzes fluorescentes, incandescentes, etc. Quem nunca pensou “nossa, essa foto ficou tão azul!”. Isso acontece, geralmente, em ambientes com luz fluorescente. No caso da luz incandescente, o normal é as fotos ficarem com um tom avermelhado bem forte.
Mas não são apenas luzes artificiais que enganam a nossa ingênua câmera. Sombras, reflexos e uma infinidade de outras variáveis podem dificultar a interpretação, especialmente se a cena não tiver qualquer objeto com cor neutra.
Para minimizar esse problema, o ideal é tomar o controle da situação sempre que possível. Além dos automáticos, a maioria das câmeras possui outros ajustes pré-definidos para fontes de luz mais específicas, como luzes artificiais, sombra, dias ensolarados, dias com nuvens, fotos com flash etc. Ainda assim, nem sempre a câmera acerta... e aí?
Aí entra em cena o Balanço de Branco Manual (Manual White Balance). Basicamente, a câmera diz “ok, eu desisto! Me diz aí o que é branco nessa cena e eu faço o resto”.
E o que você faz? Nesse caso, é desejável configurar a câmera para balanço de branco manual (geralmente essa opção está no menu), pegar uma folha branca ou cinza, colocar na frente da câmera e disparar o obturador. Ela não fará uma foto, mas registrará a cor da folha como referência para balancear a cena. Como a folha estará sendo iluminada pela fonte de luz existente no local, ela se tornará uma ótima referência para o ajuste.
Isso não é 100% eficaz em todas as situações, mas resolve bem na maioria das vezes. Há equipamentos específicos para acerto de balanço de branco, como o Expodisc, que eu uso (http://www.expodisc.com/products/products.php?catid=1&category=ExpoDisc) e que garante resultados ainda mais precisos, mas sei bem que esse disco não é de uso comum e, honestamente, só tem utilidade quando você busca essa precisão absoluta. Quando não estou com o equipamento completo, mas ainda assim quero fotos com um balanço de branco razoável, não hesito em puxar a folhinha branca (ou cinza neutra), ela resolve muito bem.
Para exemplificar, apresentei pra vocês o Rafa, meu sobrinho, em três versões, com alterações propositais no balanço de branco; a primeira foto está claramente “fria”, a segunda está claramente “quente” e apenas a última, abaixo, apresenta um balanço de branco preciso. Convenhamos: azul ou amarelo, o Rafael é uma graça de qualquer jeito, mas não é melhor que ele seja fofinho numa foto com cores mais agradáveis?
Finalmente, ressalto que você não *precisa* representar a cena com um balanço de branco neutro; há situações em que uma cena mais quente ou mais fria combina com o clima geral da imagem. Mas é melhor que você defina isso, não a sua câmera.
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Marcos Moreira
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Marcadores: balanço de branco, Rafael, white balance
12.7.08
Como fazer uma boa foto? 1. Paciência
Começando a série “Como fazer uma boa foto”, tratemos de um tópico tão importante como pouco valorizado: paciência.
Num momento em que tudo acontece mais rápido – as notícias e eventos se atropelam, as câmeras permitem fazer várias fotos por segundo, é fácil expor nossas imagens na rede global quase instantaneamente -, parece quase um paradoxo a idéia de esperar. Assim como a fast-food, parece também se proliferar a fast-photography: olhou, clicou, resolvido. Quantidade poderia ser considerada sinônimo de qualidade?
Como já é possível antecipar, a minha resposta a essa questão é um veemente não. E mais uma vez, eu lembro que não estou tratando de fotojornalismo, de prazos ultra-apertados e matérias a serem cumpridas; já deixei claro inúmeras vezes que não é assim que eu fotografo e, portanto, não é isso que eu discuto. Eu fotografo por prazer, para produzir imagens que agradem a mim e não a um editor, para gerar sentimentos relevantes em observadores. Para esses objetivos, felizmente, é possível fotografar pacientemente e pretendo demonstrar que essa qualidade pode melhorar sensivelmente suas imagens finais.
Foram necessárias algumas tentativas até que passasse alguém cuja sombra se formasse exatamente nesse espaço entre as pilastras, que era o que eu tentava fotografar.
Mas se as coisas acontecem a todo momento, de forma dinâmica, qual seria a importância da paciência? Na verdade, é exatamente o dinamismo que reforça essa necessidade: será que a primeira foto que você faz de um assunto é a melhor foto possível? Geralmente, não. Fotografia também pressupõe experimentação, análise do cenário, um verdadeiro estudo do contexto. Fotografando paisagens, por exemplo, essa característica é especialmente importante, já que o cenário é enorme, o que possibilita várias perspectivas e diferentes possibilidades de retratá-lo.
Interlaken, 2006
Até agora, o que quis demonstrar foi que, com paciência, podemos explorar muito mais o ambiente em que estamos, procurar ângulos mais interessantes, diferentes possibilidades de mostrar um assunto que pode ser exibido de infinitas maneiras. E se há infinitas formas de expressão, por que não procurar a que melhor expressa o que você quer comunicar?
Hallstatt, 2006
Mas há outra ótima justificativa para termos paciência, que é a própria base da fotografia: a luz.
E ela também é muito dinâmica. Perto do nascer e do pôr-do-sol, por exemplo, a intensidade e a qualidade da luz mudam drasticamente em poucos segundos, alterando radicalmente o resultado.
Clique para ver a foto em tamanho maior e perceber os últimos raios de sol passando por entre as nuvens no horizonte: 1 minuto antes, eles não tinham um contraste suficiente com o céu; 1 minuto depois, eles já não existiam mais
Esse artigo de Michael Reichmann, um excelente fotógrafo a quem admiro bastante, (link do artigo http://www.luminous-landscape.com/essays/about-light.shtml ) demonstra isso de forma simples e contundente. Em 1 minuto e 22 segundos, a partir da mesma posição e angulação, ele produz 2 imagens totalmente diferentes apenas por causa da movimentação das nuvens logo acima da paisagem, alterando os locais onde a luz direta do sol atinge a cena.
Não é possível ressaltar o suficiente a importância da paciência para a fotografia, espero ter passado, ao menos, uma leve noção acerca desse conceito. Próximo tema do ensaio: simplicidade / objetividade!
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Marcadores: ensaio, hallstatt, interlaken, Jericoacoara, paciencia
18.6.08
Timeless
Pré-texto:
As opiniões aqui não são mais do que isso: apenas opiniões. A subjetividade da fotografia é algo fascinante e que me interessa bastante. Teve uma impressão diferente? Gostou mais de uma foto do que de outra? Comente! Minhas impressões podem ser completamente diferentes das suas e eu adorarei ouvir sobre isso!
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Transmitir uma emoção.
Sem isso, a fotografia perde muito do seu sentido. Com isso, uma imagem bela ganha especial relevância ao conseguir retratar, da melhor forma possível, aquilo que o fotógrafo intencionou.
Nem todas as boas fotografias são esteticamente agradáveis; entretanto, o sentido delas pode transcender o critério puramente estético, elevando-as a um patamar diferenciado. Um bom exemplo disso é uma foto minha classificada em um recente concurso de fotografia de Brasília; longe de ser uma foto "bela", o que a destaca é a transmissão eficiente de uma mensagem, fator decisivo para o seu sucesso (mais sobre isso numa próxima postagem, senão acabo me misturando).
"FriendShip", 2008
Essas fotos foram feitas sem planejamento prévio. Passava pelo local e os amigos no banco me chamaram a atenção. Pareciam ser bastante próximos, pareciam apreciar aquele momento pelo que ele era: uma oportunidade de sentar, descansar, desfrutar da presença de pessoas queridas. Nada mais simples; nada mais significativo.
Naquela hora, o que eu queria transmitir era a amizade, algo que transcende a cena; queria comunicar não apenas o momento, mas o sentimento presente, um sentimento que é facilmente identificado por todos que desfrutam dele, que existe apesar dos afazeres, correrias, inquietações diárias, talvez até mesmo fortalecido por esses compromissos. Por isso, ao transmitir tal sentimento, julguei que seria melhor fazê-lo destacando que ele existe não de forma desconexa dos acontecimentos cotidianos, mas sendo reforçado pela existência desses.
Os vultos gritam: "corramos que a vida não pára!". E nos inquietam com a seguinte questão: é possível manter relacionamentos significativos em meio a uma sociedade sempre apressada? Os amigos afirmam "sim!". E lenientemente, desapegadamente, mantêm-se lá, mantêm-se firmes, mantêm-se amigos. Nesse momento, eles não estão preocupados com nada mais, não estão preocupados, não estão.
Apenas são. Independente do tempo, a qualquer tempo. Como bons amigos devem ser.
"Timeless FriendShip", 2008
10.6.08
Davi e Golias
"Nem tudo é o que parecer ser". Simples, mas é uma das minhas frases favoritas e gosto de jogar com esse conceito em algumas fotografias. Com pequenas mudanças de perspectiva, podemos alterar substancialmente o conteúdo de nossas imagens.
Um imponente canhão, uma inofensiva flor... de repente, o canhão se torna secundário, nem tão imponente assim, quase inofensivo e apenas complementar à verdadeira força, àquilo que o fotógrafo escolhe destacar e dizer: "é isso que eu quero valorizar, é essa a minha mensagem".
Falo um pouco de fotografia e um pouco de todo o resto. Mas me atendo ao que conheço um pouco mais, não tenho dúvida de que a maneira como vemos as coisas influi decisivamente em nossas atitudes, posicionamentos e posturas. E isso também influi imensamente, queiramos ou não, nas posturas de outros, tanto nas pequenas como nas grandes coisas. Nossa responsabilidade, no sentido de quanto afetamos nossos ambientes, portanto, é bem maior do que podemos imaginar.
Mas quem sou eu pra saber de vida, estou falando apenas de fotografia... ;)
E então, quem é o mais poderoso? Para essa fotografia, pelo menos, nem tudo é o que parece ser.
"Davi", 2008
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Marcos Moreira
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